Gigantes do uísque se mobilizam contra tarifas dos EUA impostas por Trump
LONDRES / WASHINGTON — Empresas globais do setor de uísque somam forças contra as novas tarifas alfandegárias anunciadas pelo governo Donald Trump, afirmando que as medidas poderão causar sérios danos econômicos, afetando exportações, empregos e cadeias produtivas em diversos países.
A Diageo, produtora de marcas como Johnnie Walker, foi uma das que manifestaram preocupação pública. Em carta ao governo americano, a empresa sugeriu alternativas para as tarifas, incluindo regras mais rígidas de origem dos insumos usados na fabricação, para minimizar impactos negativos. Reuters
Além disso, associações representativas da indústria escocesa de whisky destacaram que os impostos de importação dos Estados Unidos — parte de uma política tarifária mais ampla — podem elevar os preços para consumidores, reduzir competitividade do Scotch em mercados externos e causar represálias comerciais. whiskymag.com+1
Pequenas destilarias também expressam temor de que as medidas dificultem o acesso aos mercados internacionais e prejudiquem planos de expansão. Muitas delas dependem não só das vendas, mas também do turismo e da reconstrução de laços de marca afetados por tarifas anteriores. whiskymag.com+1
Os EUA aplicaram tarifas crescentes sobre produtos importados de países parceiros, motivados por disputas comerciais, déficits bilaterais e questões de comércio global. A indústria de bebidas destiladas pede negociações diplomáticas, buscando isenções ou acordos recíprocos que suavizem os efeitos econômicos. whiskymag.com+2AP News+2
Especialistas ressaltam que, embora tarifas sejam um instrumento legítimo de política comercial, sua aplicação indiscriminada pode gerar instabilidade para produtores, importadores e consumidores. O setor argumenta que transparência, prazos maiores para adaptação e estímulo à produção local poderiam mitigar os efeitos negativos. whiskymag.com+2Reuters+2
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