O dólar comercial encerrou esta terça-feira (5) praticamente estável, vendido a R$ 5,506, com leve queda de 0,01%. A moeda chegou a R$ 5,52 pela manhã, mas inverteu o movimento após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que sinalizou a manutenção da Selic, taxa básica de juros, em 15% ao ano por um período prolongado.
A decisão do Banco Central, vista como um tom duro contra a inflação, atraiu fluxo de capital especulativo, fortalecendo o real e neutralizando as incertezas políticas provocadas pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada na véspera.
O índice Ibovespa, da B3, registrou alta de 0,14%, fechando em 133.151 pontos, impulsionado por ações de petroleiras e bancos. No acumulado do ano, a bolsa já avança 10,7%, enquanto o dólar acumula queda de 10,91%, permanecendo no menor nível desde 9 de julho, quando Donald Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
No exterior, o dólar recuou diante das apostas de que o Federal Reserve (Fed) iniciará cortes nos juros a partir de setembro, após a desaceleração do mercado de trabalho nos Estados Unidos.
O euro comercial também se manteve estável, vendido a R$ 6,37, com alta mínima de 0,03%.
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