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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Saúde

Associação dos Médicos Cubanos no Brasil (Aspromed) divulgou repudiou as sanções do governo dos Estados Unidos

O Departamento de Estado dos Estados Unidos revogou os vistos de funcionários do governo brasileiro ligados à implementação do programa Mais Médicos.

PORTO VELHO 24 HORAS
Por PORTO VELHO 24 HORAS
Associação dos Médicos Cubanos no Brasil (Aspromed) divulgou repudiou as sanções do governo dos Estados Unidos
José Cruz/Agência Brasil
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A Associação dos Médicos Cubanos no Brasil (Aspromed) divulgou repudiou as sanções do governo dos Estados Unidos a gestores públicos envolvidos com a estruturação do programa Mais Médicos, além de declarar apoio à cooperação de longa data entre Cuba e Brasil na área da saúde.

Nesta semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos revogou os vistos de funcionários do governo brasileiro ligados à implementação do programa Mais Médicos. Foram cancelados os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral para COP30. Também foram sancionados o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e seus familiares.

Em comunicado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, justifica que os servidores teriam contribuído para um "esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano" por meio do Mais Médicos. 

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Em sua nota de repúdio, a Aspromed destacou o papel do Mais Médicos como política de saúde pública com o objetivo de garantir o direito à saúde para todos, "especialmente para a população de baixa renda que vive em regiões menos privilegiadas por todo o país". 

Afastando a tese do Secretário de Estado dos Estados Unidos, a diretoria da associação afirmou que os médicos cubanos que permanecem no Brasil o fazem por escolha própria. 

"Muitos já naturalizados, com famílias brasileiras e laços afetivos profundos com o país, continuarão atuando com dedicação junto às comunidades mais carentes, levando atendimento e cuidado a pessoas que vivem em condições adversas, nos rincões mais distantes do território nacional", defendeu a nota.

Segundo a Aspromed, os 18 mil médicos que atuaram no programa realizaram cerca de 63 milhões de atendimentos, "fortalecendo e legitimando o maior sistema de saúde do mundo, universal, público e gratuito, o SUS". 

O convênio com Cuba terminou em 2018 e parte dos médicos optou por permanecer no país, 2,5 mil segundo estimativa da associação. Em seu auge, o programa atendeu pequenas cidades e distritos indígenas onde a presença de profissionais de saúde era historicamente menor, mas também foi marcante em periferias das grandes metrópoles.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil
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