Rio de Janeiro — A menos de três meses da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá em Belém entre 10 e 21 de novembro, o Instituto de Estudos da Religião (ISER) promove uma série de encontros inter-religiosos intitulados “Vigílias pela Terra”. O objetivo é sensibilizar a sociedade para os desafios ambientais e reforçar a importância do engajamento coletivo no enfrentamento da crise climática.
No Rio de Janeiro, a mobilização aconteceu entre a Igreja da Candelária e o Centro Cultural Banco do Brasil. O ato reuniu representantes de diferentes crenças, líderes comunitários e organizações da sociedade civil. Além de orações e reflexões, a programação incluiu manifestações culturais, como danças meditativas, que buscaram transmitir mensagens de paz e conscientização.
De acordo com a diretora do ISER, Ana Carolina Evangelista, a participação de grupos religiosos é fundamental para ampliar o alcance da pauta ambiental.
“Os grupos de fé são historicamente protetores da natureza. É essencial que estejam engajados para sensibilizar a população e combater o negacionismo climático”, afirmou.
As vigílias tiveram início em abril, em Brasília, e já passaram por Porto Alegre. Novas edições ocorrerão em Manaus, Natal e Recife. A última mobilização será realizada em Belém, no dia 13 de novembro, às vésperas da abertura da COP30.
A iniciativa resgata uma tradição iniciada na Rio-92, quando a primeira “Vigília pela Terra” reuniu cerca de 30 mil pessoas na capital fluminense, incluindo lideranças como o Dalai Lama e Mãe Beata de Iemanjá.
Com esse histórico, os organizadores esperam que os encontros reforcem a dimensão ética e espiritual da preservação ambiental e mobilizem a opinião pública para pressionar governos e instituições a adotarem medidas concretas de combate às mudanças climáticas.
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