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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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Polícia Federal investiga e#8220;trende#8221; no TikTok por incitação à violência contra mulheres

Advocacia-Geral da União acionou a corporação após vídeos simulando agressões e feminicídio viralizarem na plataforma.

PORTO VELHO 24 HORAS
Por PORTO VELHO 24 HORAS
Polícia Federal investiga e#8220;trende#8221; no TikTok por incitação à violência contra mulheres
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A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito nesta terça-feira (10) para investigar a propagação de conteúdos que fazem apologia à violência de gênero na rede social TikTok. A medida ocorre após denúncias sobre uma “trend” na qual homens simulam agressões físicas como socos, chutes e golpes de faca contra mulheres que supostamente rejeitaram investidas amorosas.

A investigação foi motivada por um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que identificou a origem das publicações em pelo menos quatro perfis específicos. Além da abertura do inquérito, a PF solicitou à plataforma a preservação de dados cadastrais dos usuários e a remoção imediata dos vídeos. Os criadores do conteúdo podem responder por crimes de incitação ao feminicídio, ameaça, lesão corporal e violência psicológica.

Em nota oficial, o TikTok afirmou que os vídeos violam suas Diretrizes de Comunidade e informou que sua equipe de moderação trabalha para identificar e banir materiais semelhantes. Especialistas apontam que esses conteúdos ganharam tração em comunidades digitais conhecidas como “machosfera”, onde grupos de homens disseminam discursos de ódio e discriminação sob a justificativa de se sentirem injustiçados pela sociedade.

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Cenário e Prevenção

O surgimento dessas publicações coincide com dados alarmantes do Ministério da Justiça, que registram uma média de quatro feminicídios por dia no Brasil. Para a professora Eunice Guedes, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e integrante da Articulação de Mulheres Brasileiras, o acirramento desse discurso nos últimos dez anos reforça a necessidade de criminalizar especificamente a misoginia e de promover mudanças culturais profundas.

As autoridades reforçam que denúncias de violência contra a mulher ou apologia ao crime podem ser feitas de forma gratuita e anônima:

Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (disponível também via WhatsApp: 61 9610-0180).

Disque 100: Direitos Humanos.

190: Emergências policiais.

Delegacias Especializadas (DEAM): Atendimento presencial focado em crimes de gênero.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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