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Quinta-feira, 21 de Maio de 2026

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Polícia Federal identifica repasses milionários a familiares de Ciro Nogueira

Relatório enviado ao STF aponta transferência de 14,2 milhões de reais de fundo ligado ao grupo Refit para empresa de parentes do senador.

PORTO VELHO 24 HORAS
Por PORTO VELHO 24 HORAS
Polícia Federal identifica repasses milionários a familiares de Ciro Nogueira
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A Polícia Federal (PF) revelou, em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a identificação de repasses financeiros no valor de 14,2 milhões de reais para a empresa Ciro Nogueira Agropecuária LTDA, de propriedade de familiares do senador Ciro Nogueira (PP-PI). O montante teria origem em uma empresa vinculada ao fundo EUV Gladiator, que, segundo as investigações da Operação Sem Refino, possui conexões diretas com o grupo Refit a antiga Refinaria de Manguinhos.

O grupo Refit é investigado por acumular uma dívida ativa bilionária com o fisco, resultante de fraudes fiscais e sonegação de ICMS. O empresário Ricardo Magro, controlador do grupo, é apontado como o líder de uma organização criminosa que supostamente utilizava a corrupção de agentes públicos para favorecer suas operações. Atualmente, Magro reside nos Estados Unidos e é considerado foragido pela Justiça brasileira.

Estrutura das transferências

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Conforme o documento da PF, a Athena Real Estate LTDA, empresa do fundo EUV Gladiator, realizou a transferência milionária para a agropecuária da família do senador. O relatório detalha que a contabilidade das empresas envolvidas no esquema apresenta movimentações atípicas e o uso de contas de controle ligadas ao grupo Refit. Até o momento, não foram apresentados detalhes sobre a natureza da operação comercial que justificasse a transferência desses valores.

Investigação contra ex-assessor

Embora o senador Ciro Nogueira não tenha sido alvo direto da Operação Sem Refino, o STF autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra um ex-assessor próximo do parlamentar. Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, que atuou como secretário-executivo na Casa Civil durante a gestão de Nogueira no governo Jair Bolsonaro, é suspeito de ter recebido 1,3 milhão de reais provenientes de uma “empresa de passagem” conectada à Refit.

A PF caracteriza a conta de Jonathas como receptora de recursos com “baixa permanência”, um padrão típico de lavagem de dinheiro. O relatório aponta que a empresa utilizada não apresentava custos operacionais compatíveis com sua atividade declarada de consultoria. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, que deve prosseguir com as diligências para esclarecer o destino final dos valores e as possíveis conexões políticas dentro do esquema de fraudes fiscais do grupo Refit. O senador Ciro Nogueira ainda não se manifestou sobre os novos fatos revelados pelos investigadores.

FONTE/CRÉDITOS: ADMIN USER
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