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Terça-feira, 26 de Maio de 2026

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PF e ICMBio desativam garimpo ilegal em reserva no Amazonas

Operação na Estação Ecológica Juami-Japurá inutiliza R$ 8 milhões em maquinário e apreende mercúrio, drogas e armamentos utilizados na extração de ouro.

PORTO VELHO 24 HORAS
Por PORTO VELHO 24 HORAS
PF e ICMBio desativam garimpo ilegal em reserva no Amazonas
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A Polícia Federal e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizaram, nesta terça-feira (26), uma operação conjunta para interromper atividades de mineração ilegal na Estação Ecológica Juami-Japurá, no estado do Amazonas. Com o apoio estratégico do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a ação focou na destruição de estruturas utilizadas para a extração predatória de ouro, incluindo dragas, escavadeiras e embarcações. O prejuízo ao grupo criminoso, somado à aplicação de mais de 1 milhão de reais em multas, chega a 9 milhões de reais.

Durante a fiscalização na Unidade de Conservação Federal, as equipes identificaram uma modalidade de mineração de alto impacto, conhecida como “baixão”, que causa degradação severa ao solo e à mata ciliar. Além dos danos ambientais, a operação resultou na apreensão de substâncias ilegais, incluindo 2,1 kg de mercúrio químico altamente tóxico utilizado para amalgamar o ouro, além de armamentos, munições e pequenas quantidades de cocaína e maconha. Também foram recolhidos cerca de 70 gramas de ouro bruto.

Proteção à biodiversidade amazônica

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A Estação Ecológica Juami-Japurá, situada no noroeste amazonense, é uma área de proteção integral essencial para a preservação da bacia hidrográfica do Rio Juami. A atividade de garimpo ilegal na região coloca em risco a integridade dos ecossistemas locais e a qualidade das águas, prejudicando diretamente a fauna e a flora do bioma. A neutralização das estruturas impede que a degradação se espalhe para áreas ainda preservadas da unidade.

A Polícia Federal reforçou que as ações de inteligência continuarão para monitorar possíveis novos focos de invasão na reserva. A utilização de mercúrio em áreas de conservação é tratada como um crime ambiental grave, dada a contaminação persistente que o metal pesado provoca nos lençóis freáticos e na cadeia alimentar da região. A operação marca um esforço contínuo dos órgãos ambientais e de segurança para garantir a soberania e a integridade das áreas protegidas na Amazônia.

FONTE/CRÉDITOS: ADMIN USER
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