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Domingo, 19 de Abril de 2026

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PF destrói 277 dragas em operação contra garimpo ilegal no Rio Madeira

Operação Boiúna inutiliza embarcações usadas para extração de ouro e gera forte impacto ambiental e financeiro na Amazônia

PORTO VELHO 24 HORAS
Por PORTO VELHO 24 HORAS
PF destrói 277 dragas em operação contra garimpo ilegal no Rio Madeira
Junio Matos/DPE-AM
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A Polícia Federal concluiu a Operação Boiúna, entre os dias 10 e 24 de setembro de 2025, com o objetivo de combater a mineração ilegal no leito do Rio Madeira, nos trechos dos municípios de Manicoré e Humaitá, no Amazonas. Durante a ação, 277 dragas — usadas para extração clandestina de ouro — foram inutilizadas, provocando um prejuízo estimado em R$ 38 milhões apenas em equipamentos destruídos. Considerando danos ambientais, ouro extraído ilegalmente nos últimos meses e lucros cessantes, o impacto total à atividade criminosa ultrapassa R$ 1,08 bilhão.

A operação contou com a coordenação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI), e apoio da Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal, Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e do CENSIPAM.

Além das ações repressivas, foram realizadas iniciativas sociais e ambientais. Em 18 de setembro, equipes da PF visitaram a comunidade ribeirinha de Democracia, em Manicoré, e coletaram amostras de cabelo, água e material biológico para analisar a contaminação por mercúrio.

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O Greenpeace Brasil já havia detectado mais de 500 balsas de garimpo ilegal operando no Rio Madeira, inclusive próximo a unidades de conservação e terras indígenas, reforçando a gravidade da situação e a necessidade de ações contínuas de fiscalização.

Parlamentares reagiram à operação e pedem esclarecimentos. Alguns senadores reivindicam diligências nos municípios de Humaitá e Manicoré para apurar possíveis excessos cometidos durante a ação da PF, especialmente em casos de explosão de embarcações atracadas próximas a comunidades.


Destaques da operação

Item Detalhes
Nome da operação Boiúna
Período 10 a 24 de setembro de 2025
Dragas destruídas 277
Prejuízo direto (equipamentos) R$ 38 milhões
Impacto estimado total R$ 1,08 bilhão
Ações adicionais Coleta de amostras ambientais, fiscalização social
Apoios institucionais PF, CCPI, Força Nacional, PRF, MPT, MTE, CENSIPAM

Relevância

  • A destruição em larga escala das dragas representa um golpe severo contra as estruturas operacionais do garimpo ilegal na Amazônia.

  • Ao realizar coletas ambientais, as autoridades buscam medir os efeitos do uso de mercúrio e outros contaminantes na saúde humana e na fauna/flora locais.

  • O episódio evidencia os desafios de fiscalização em regiões remotas e a necessidade de articulação entre órgãos federais e locais.

  • Os questionamentos legislativos quanto à conduta da operação indicam que o equilíbrio entre repressão e proteção das comunidades ribeirinhas precisará ser cuidadosamente observado.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Gov+2Serviços e Informações do Brasil+2
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