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Quarta-feira, 20 de Maio de 2026

Cultura

Morre em Belém o compositor de carimbó Mestre Damasceno

O artista deixa um legado de seis álbuns gravados, mais de 400 composições e a festa popular Búfalo-Bumbá de Salvaterra

PORTO VELHO 24 HORAS
Por PORTO VELHO 24 HORAS
Morre em Belém o compositor de carimbó Mestre Damasceno
Guto Nune/Agência Pará
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A família do cantor, compositor e diretor artístico Damasceno Gregório dos Santos, conhecido como Mestre Damasceno, confirmou na manhã desta terça-feira (26) o falecimento do ícone da cultura marajoara, aos 71 anos, em Belém (PA). 

O velório será aberto ao público em duas etapas: na capital paraense, hoje dia 26, e em Salvaterra, na Ilha do Marajó, amanhã (27), onde ele será sepultado na quinta-feira (28).

Mestre Damasceno faleceu no mesmo dia em que é celebrado o Dia Municipal do Carimbó, em Belém, após complicações de um câncer em estado de metástase no pulmão, fígado e rins.

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O artista deixa um legado de seis álbuns gravados, mais de 400 composições e a festa popular Búfalo-Bumbá de Salvaterra, criação que retrata a cultura marajoara, com elementos culturais indígenas e quilombolas.

O governo do estado do Pará decretou três dias de luto e publicou nota em homenagem ao artista “que se eternizou no carimbó, no Búfalo-Bumbá e na força da identidade paraense”, destaca o comunicado.

Artistas da região também manifestaram pelas redes sociais o pesar pela perda para a cultura regional.

“No Dia do Carimbó o meu preto voltou à terra dos encantados e que siga sendo luz! Deixou um legado imenso para a nossa música, cultura e a lembrança de uma pessoa afetuosa e verdadeira”, destacou a também compositora e cantora Dona Onete.

Reveja reportagem sobre o artista
 

Vida

Nascido em Salvaterra, na comunidade quilombola de Salvá, Damasceno passou a infância no meio de colocadores (organizadores) de boi-bumbá, atividade desenvolvida pelo pai nas tradições juninas do arquipélago marajoara.

Em busca de melhores condições de vida, ele foi trabalhar na construção civil, em Belém, onde sofreu um acidente de trabalho e perdeu a visão. O fato conduziu o artista à vocação que o tornaria um dos maiores nomes da cultura nortista, a de cantor e compositor de músicas regionais como o carimbó, o lundu e o brega.

Mestre Damasceno participou de vários conjuntos musicais, até fundar, em 2013, o Conjunto de Carimbó Nativos Marajoara, que permanece ativo até os dias de hoje. Movimentou a cena cultural do Norte do Brasil com a realização de cortejos e festivais.

Rio de Janeiro (RJ), 20/05/2025 – Mestre Damasceno recebe a Ordem do Mérito Cultural, no Palácio Gustavo Capanema. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 20/05/2025 – Mestre Damasceno recebe a Ordem do Mérito Cultural, no Palácio Gustavo Capanema - Fernando Frazão/Agência Brasil

Foi homenageado pela escola de samba Paraíso do Tuiuti, recebeu a Comenda Eneida de Moraes, concedida pelo Departamento de Patrimônio Histórico Artístico e Cultural do Estado do Pará, foi homenageado na Feira Pan-Amazônica do Livro e condecorado com a Ordem do Mérito Cultural.

O velório ocorre em Belém no Hall do Museu do estado do Pará, na Cidade Velha. Em Salvaterra, a despedida será a partir de 12h, desta quarta-feira (27), na Câmara Municipal da cidade e o sepultamento será no dia 28, no Cemitério Municipal São Pedro.

FONTE/CRÉDITOS: Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil
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