Após um processo que durou quase um ano, o fazendeiro Ésio Anísio de Souza, de 58 anos, residente de Juína, cidade do Mato Grosso que faz fronteira com Vilhena, foi absolvido das acusações de homicídio e uso de identidade falsa pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cruzeiro do Oeste (PR)
Embora o Conselho de Sentença tenha reconhecido que Ésio foi o autor do crime, decidiu que ele atuou em legítima defesa, acolhendo a tese apresentada por sua defesa. Com isso, a prisão preventiva foi revogada e o réu foi imediatamente liberado
O caso teve início em 14 de agosto de 2024, na cidade de Tuneiras do Oeste, onde a vítima, o farmacêutico João José Pedroso, de 50 anos, foi morto a tiros dentro de seu próprio estabelecimento. O episódio, com forte carga emocional, causou grande repercussão local
Após realizar o disparo, Ésio fugiu em um Fiat Strada prata pela estrada das Três Porobas e foi interceptado ainda naquela noite pela Polícia Militar de Mariluz. Durante a abordagem, foram apreendidos R$ 5 mil em espécie, um canivete, documentos falsos e, posteriormente, um revólver calibre .357, desmuniciado, foi encontrado abandonado na rodovia PR-180
Durante o julgamento, os advogados Wilton Silva Longo e Matheus Henrique Barbosa Lopes defenderam a tese de legítima defesa, argumento que acabou prevalecendo. O juiz substituto Altair Rodrigues Lopes Filho aceitou o veredito e expediu o alvará de soltura. Familiares e amigos receberam a decisão com evidente alívio.
Comentários: