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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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Famílias de Marielle e Anderson clamam por justiça e desmonte de milícias no STF

Parentes acompanham início do julgamento em Brasília e reforçam que punição aos mandantes é essencial para a democracia brasileira.

PORTO VELHO 24 HORAS
Por PORTO VELHO 24 HORAS
Famílias de Marielle e Anderson clamam por justiça e desmonte de milícias no STF
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As famílias da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) na manhã desta terça-feira, 24, com uma mensagem unânime: a condenação dos réus é apenas o primeiro passo para uma justiça real. Para os familiares, o julgamento dos irmãos Brazão, de Rivaldo Barbosa e dos demais envolvidos representa a oportunidade do Estado brasileiro provar que ninguém está acima da lei, independentemente de cargos políticos ou influência na segurança pública.

Mônica Benício, viúva de Marielle, enfatizou que o caso expõe a relação obscura entre a política, a polícia e o crime organizado no Rio de Janeiro. Segundo ela, a “justiça plena” só será alcançada quando a estrutura criminosa que permitiu o atentado for totalmente desarticulada. Agatha Reis, viúva de Anderson Gomes, ressaltou a dor da espera de oito anos, período superior ao tempo que o próprio filho do casal conviveu com o pai.

O clamor pela reparação e não repetição

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Luyara Franco, filha da vereadora, destacou que o julgamento é um marco para a democracia, mas que o Estado ainda deve uma resposta sobre a reparação das famílias e a garantia de que crimes políticos desse tipo não se repitam. Marinete da Silva e Antônio Francisco da Silva, pais de Marielle, também estiveram presentes e expressaram confiança na Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Réus e acusações no banco de julgamento

O julgamento decidirá o destino de cinco réus que, segundo as investigações da Polícia Federal baseadas na delação de Ronnie Lessa, planejaram e monitoraram o crime:

Domingos Brazão: Conselheiro do TCE-RJ;

Chiquinho Brazão: Ex-deputado federal;

Rivaldo Barbosa: Ex-chefe da Polícia Civil do RJ;

Ronald Alves de Paula: Major da PM;

Robson Calixto: Assessor de Domingos Brazão.

As defesas dos acusados, por outro lado, alegam falta de provas materiais e sustentam que a denúncia se baseia unicamente em palavras de um criminoso confesso (Ronnie Lessa). O julgamento deve se estender até esta quarta-feira, 25, quando os votos finais serão proferidos e a sentença será anunciada pelo presidente da Turma, ministro Flávio Dino.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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